sábado, 17 de dezembro de 2011

capitulo V


- E então John vem comigo? É agora ou nunca mais. – disse Joane

Não acredito que estava prestes a fazer aquilo. Mas disse:
- Vamos logo.
                Eu aceitei ir porque se eu não fosse minha mãe poderia sofrer. E acho que seria mais fácil voltar do que ir. Pois estava sendo obrigado a ir. Mas Joane não falou nada sobre a volta. Eu poderia voltar e explicar tudo a minha mãe.
- Segure minha mão – disse Joane.
                 A porta se abriu e ouvi um breve grito da minha mãe.
- NÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOO!
- Até mais tentei dizer.
                Segurando as mãos de Joane, percebi que nós devíamos ter aparatado para um lugar bem estranho. Parecia um cenário de filmes, mas era um castelo. Um belo castelo medieval. Talvez fosse apenas mais uma casa feita de “leggo” que eu não tivesse visto.
- Onde estamos? – perguntei
- Na minha casa, achou que eu morasse naquela caverna?
- Achei, mas deixe para lá. O que viemos fazer aqui?
- Apenas durma John, amanhã será um novo dia e teremos muito que fazer.
                Segui até um quarto bem normal para meu gosto havia uma cama como a minha da Terra, parecia que aquele quarto fora feito para mim. Deitei-me nela e tentei dormir.
                                                                             
***
                Pelo visto eu já estava sonhando de novo e com o meu pai, mas ele não estava sozinho, a minha mãe estava com ele e estavam se beijando.
- Hunhum! – exclamei.
                Eles pararam e perguntei.
- O que fazem nos meus sonhos? Tem algo que preciso saber?
- John volte para casa – disse minha mãe.
- Ele não pode Liza – disse meu pai.
- Mas porque não pai? Eu não entendi muito bem quando Joane me disse.
- John você quer voltar ao seu planeta não quer? – perguntou meu pai.
- Claro que eu quero, faço o que for preciso.
- Então você deve me salvar logo, será preciso abandonar a sua mãe ou ela morrerá. E eu a quero como minha rainha quando retornar ao trono.

Eu precisava salvar meu pai para voltar a minha vida normal, mas eu estava gostando dessa vida neste planeta.
- O que preciso fazer?
- John apenas treine com Joane e em dois dias vá atrás do monstro.
- Dois dias? Está maluco?
- John se não for nesses dois dias irei morrer.
- Eu prometo que irei tentar pai, irei fazer todo o possível.
- Agora acorde filho. E tente falar comigo novamente – Minha mãe finalmente voltou a falar.
                                                                              ***
Levantei da cama sem consegui parar de pensar que eu só tinha dois dias para fazer tudo. Será que eu daria conta? Como seria esse monstro? Eu teria que ser bem forte ele já quase matara meu pai.
- E então o que seu pai disse? – perguntou Joane.
- Como sabe que eu sonhei com ele?
- Porque acha que eu mandei você dormir?
- Ele disse que eu tenho dois dias para salvá-lo. Pode me contar mais sobre esse monstro?
- Posso, mas venha logo não podemos perder um minuto e temos que treinar.
- Me diz só mais uma coisa?
- Claro o que?
- Como conheceu meu pai?
                Ela estava de costas, mas deu para perceber que ficou totalmente apavorada com a minha pergunta.
- Ele era o rei de serapien e ele queria uma coisa de mim que só eu no planeta poderia dar.
- E o que seria essa coisa? Posso saber?
-Não. E vamos logo.
                Segui com a cara emburrada porque ela não poderia me contar? Haveria traição do meu pai com Joane? Mas Joane parecia ter minha idade seria pedofilia.
                Fomos andando pelo castelo até chegarmos a uma espécie de sala de estar com uma mesa gigantesca caberia o planeta inteiro contanto que no planeta houvesse apenas cento e cinqüenta pessoas.
- Não iremos à caverna hoje?
- Não. Temos apenas dois dias precisamos avançar.
-Suba na mesa e você irá me enfrentar – ela continuou.
-Desculpe, mas não estou querendo morrer ainda.
- Relaxe eu irei pegar leve. Agora sobre o que queria conversar?
- Sobre como é o monstro.
                Ela já começou a me atacar e estava com medo, mas ela falava normalmente enquanto eu tentava me esquivar.
- Ele é um dragão verde, John.
                Apavorei-me mais ainda quando ouvi dragão. A cor já não tinha nada a ver.
- Mas espere se você é tão melhor do que eu em ataques e tal. Porque você não mata esse dragão e salva meu pai?
- Porque tem que ser você.
- Mas porque eu?
- Tá ai uma boa pergunta. Mas não sei a resposta.
                 Como assim essa era uma boa pergunta? As outras eram o que? Não vem ao caso.
-Não sei John. Mas terá que ser assim, vamos logo treinar. Suba a mesa.
                Subi a mesa e peguei minha espada que Joane me entregou.
-Não se deixe levar por minha aparência – disse ela.
- Hahahaha. Qual?
- Só não te mato agora porque você deve salvar seu pai.
                O ataque começou e eu fiquei só na defensiva Joane era muito rápida. Até que resolvi atacar, Joane se defendeu obviamente.
-Porque não me deixa acertá-la nenhuma vez?
-Se você estiver pronto para o difícil John o fácil parecerá mais fácil ainda.
                Voltei a tentar atacá-la, mas desta vez eu me senti mais forte ouvindo aquelas palavras realmente se eu estiver acostumado com o difícil algo fácil será mais fácil ainda. Então fui atrás dela com todas as minhas forças e a derrubei caindo em cima dela. E comecei a olhar diretamente aos olhos dela e eram muito verdes e eram lindos eu nunca vira algo semelhante. Não podia estar apaixonado por ela. Tentei beijá-la, mas ela se virou para o lado e me atacara com sua espada.
- Regra número um. Nunca se destra ia com a beleza do oponente.
- Mas o meu oponente será um monstro, um dragão.
- Está querendo me ofender?
- Não de nenhum jeito. Apenas beijá-la
- Não posso John você não entenderia.

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